Universo Histórico

Elaborado por alunos do 1ºC SESI-416, 2013

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quarta-feira, abril 17

A vida das mulheres no seculo XIX


Na antiguidade  a sociedade era matrifocal  ou seja, o nome e os bens de família eram passados de mãe para filha. A mulher era quase uma figura divina, admirada; pois seu ventre era capaz de gerar a vida, e isso era algo espetacular para os homens primitivos. Porém, com o passar do tempo, a figura do homem começou a se relevar, até o momento em que se proclama ser superior em relação à mulher.
Isto se torna bastante evidente no período denominado Idade Média, também conhecido por "Idade das Trevas". Essa época foi marcada pela consolidação e expansão da fé cristã pelo Império Romano, dando à Igreja Católica um poder extremamente grande que controlava a vida e a mentalidade das pessoas, principalmente os simples camponeses, grandes massas de pessoas que tinham uma "fé cega", que viviam temendo o inferno e o diabo.
A vida das mulheres medievais não era fácil. De acordo com a classe social a que pertenciam suas funções variavam. Nas classes mais altas, as mulheres tomavam conhecimento em política, economia e até em disputas territoriais. As mulheres dos senhores feudais eram responsáveis pela organização do castelo; supervisionavam tudo, desde a cozinha até a confecção de vestimentas. Elas tinham que saber como preservar a carne e alimentos e também coordenavam todos os empregados. Além disso, tinham que estar preparadas para defender o castelo na ausência de seu marido. As camponesas trabalhavam junto com seus maridos nas terras do senhor feudal e, além disso, ainda tinham que cuidar dos afazeres domésticos.
As mulheres não tinham muitas opções: ou se casavam, ou iam para os conventos. Entretanto, o convento não era para qualquer uma, e sim, para uma minoria da alta classe que tinha que pagar uma taxa bastante cara para se tornar uma freira. A maioria porém, estava destinada ao casamento e a uma vida submissa ao marido. As meninas eram educadas somente para este fim: serem boas esposas.
O casamento era arranjado pelo pai quando sua filha ainda era criança. A mulher era como uma propriedade, usada para obter vantagens. Os casamentos geralmente visavam o aumento de terras. Nas classes sociais mais altas, as meninas eram casadas com a idade de oito anos. A mulher era objeto de seu marido, devendo a este obediência e fidelidade. Dirigia-se a ele com formas de tratamento respeitosas como "meu amo e senhor". Era permitida a agressão física a mulheres quando o marido achasse que ela o havia desobedecido e as histórias de mulheres que sofriam agressões eram contadas nas vilas em tom humorístico. As agressões não podiam causar a morte nem incomodar os vizinhos, entretanto, em caso de adultério flagrante, o marido tinha o direito até mesmo de matar a própria esposa. A lei não poderia intervir em nada.
Todas as mulheres deveriam aprender sobre a cura e medicina familiar. Mas não deveriam se aprofundar ou aprender muito sobre a cura, pois seriam consideradas bruxas; uma verdadeira contradição.
Como se tudo isso não fosse o suficiente, durante a era das fogueiras, o Tribunal do Santo Ofício condenou milhares de pessoas à morte, a maioria mulheres inocentes. Estas eram acusadas de bruxaria, muitas vezes, por inveja de outros ou por serem mulheres solteiras e solitárias. O livro Malleus Maleficarum de 1486, escrito por inquisidores alemães, dizia que as bruxas armavam uma conspiração para dominar o mundo. A obra também explicava como localizar a presença de bruxas e identificar feitiços. Como as mulheres tinham que saber um pouco sobre a cura, muitas delas, além de parteiras e cozinheiras, também foram acusadas de bruxaria e condenadas à fogueira.
A mulher, apesar de trabalhar tanto quanto o homem estava sempre em grau de inferioridade. A identidade do pecado original, principalmente na história do cristianismo, foi um fardo pesado para a mulher até o século XVIII. Desde os primeiros cristãos, a busca da austeridade religiosa tornou-se não só uma regra para o aprimoramento espiritual, mas também consagrou o papel da mulher como a principal tentação mundana, capaz de afastar o homem do caminho da purificação. Uma norma que na Europa, a partir do século VI, quando São Bento de Nursia fundou o mosteiro de Monte Cassino na Itália, deu início ao movimento monástico beneditino que marcaria profundamente a atitude religiosa do continente.

Por: Geovanna Montello e Ana Carolina.

segunda-feira, abril 8

A mulher na Sociedade


A MULHER: Parte 3 de 3


Muito recentemente, a propaganda de televisão de uma grande marca mundial de automóveis tentava vender seu produto ilustrando a mudança do papel social da mulher. Uma jovem com trajes de executiva chegava em casa após um dia de trabalho e cumprimentava seu marido, o qual estava ocupado preparando a refeição da família. Para surpresa desse homem, que ‘’ comandava ‘’ a cozinha e cuidava de suas filhas, sua esposa o presentearia com um carro novo. A partir dessa cena, rapidamente aqui descrita, pode surgir a seguinte pergunta: esse comercial faria sentido décadas atrás? Certamente que não. Contudo, essa resposta carece de uma explicação menos simplista, e requer uma maior compreensão do que se chama de questões de gênero e papeis sociais.
As diferenças sexuais sempre foram valorizadas ao longo dos séculos pelos mais diferentes povos em todo o mundo. Algumas culturas – como a ocidental – associaram a figura feminina ao pecado e á corrupção do homem , como pode ser visto na tradição judaico-cristã. Da mesma forma, a figura feminina foi também associada á ideia de uma fragilidade maior que a colocasse em uma situação de total dependência da figura masculina, seja do pai, do irmão ou do Mario, dando origem aos modelos de uma cultura patriarca lista e machista. Assim, esse modelo sugeria a tutela constante das mulheres ao longo de suas vidas pelos homens, antes e depois do matrimonio.
Aliás, o casamento enquanto ritual marcaria a origem de uma nova família na qual a mulher assumira o papel de mãe, passando das ‘’mãos’’ de seu pai para as de seu noivo, como se vê no ato de cerimônia.
 Mas como aqui já se abordou, se as noções de feminilidade e masculinidade podem mudar o longo da historia conforme as transformações sócias ocorridas, isto foi o que aconteceu na cultura ocidental, berço do modo capitalista de produção. Com o surgimento da sociedade industrial, a mulher assume uma posição como operária nas fabricas e industrias, deixando o espaço domestico como único local de seu trabalho diário. Se outrora a mulher deveria apenas servi o marido e aos filhos nos afazeres domésticos, ou apenas se limitando ás tarefas no campo no caso das camponesas européias, a Revolução Industrial traria uma nova realidade econômica que a levaria ao trabalho junto ás maquina de tear. Obviamente, não foram poucos os problemas enfrentados pelas mulheres, principalmente ao se considerar o contexto hostil de um regime de trabalho exaustivo no inicio do processo de industrialização e formação dos grandes centros urbanos.
Após um longo período de opressão e discriminação, passagem do século XIX para o XX ficou marcada pelo recrudescimento do movimento feminista, o qual ganharia voz e representatividade política mais tarde em todo o mundo na luta pelos direitos das mulheres, dentre eles o direito ao voto. Essa luta pela cidadania não seria fácil, arrastando-se por anos. Prova disso esta no fato de que a participação do voto feminista é um fenômeno também recente para a historia do Brasil. Embora a proclamação da República tenha ocorrido em 1889, foi apenas em 1932 que as mulheres brasileiras puderam votar efetivamente. Esta restrição ao voto e á participação feminina no Brasil seriam consequência do predomínio de uma organização social patriarcal, na qual a figura feminina estava em segundo plano. Mesmo com alguns avanços, ainda no início da segunda metade do século Xx, as mulheres sofriam as consequências do preconceito e dos status de inferioridade. Aquele modelo de avental e com bobs nos cabelos, no meio da cozinha, envolta por liquidificador, batedeira, fogão, entre outros utensílios domésticos. Seria apenas no transcorrer das décadas de 50, 60 e 70 que o mundo assistiria mudanças fundamentais no papel social da mulher, mudanças estas significativas para os dias de hoje. O movimento contracultural encabeçado por jovens (a exemplo do movimento Hippie) transgressores dos padrões culturais ocidentais outrora predominantes defendiam uma revolução e libertação sexual, quebrando tabus para o sexo feminino, não apenas em relação á sexualidade, mas também no que dizia respeito ao divórcio. 
      Hoje as mulheres não ficam apenas restritas ao lar (como donas de casa), mas comandam escolas, universidades, empresas, cidades e, até mesmos, países, a exemplo da presidenta Dilma Roussef mulher a assumir o cargo mais importante da República. Dessa forma, se por um lado a inversão dos papeis sociais ilustrada pela campanha publicitária (citada no inicio do texto) de um automóvel esta em dissonância com um passado não tão distante, por outro lado mostra sinais de um novo tempo que já se iniciou. Contudo, avanços á parte, é preciso que se diga que as questões de gênero no Brasil e no mundo devem sempre estar na pauta das discussões da sociedade civil e do Estado, dadas a importância das defesas dos direitos e da igualdade entre os indivíduos na construção de um mundo mais justo.


Referência:

Superação das mulheres

A MULHER: Parte 2 de 3



Na sociedade da idade antiga, nos anos 60, as mulheres não tinham essa liberdade de escolher a profissão, de se casar com quem quiser, de querer ter filho ou não. Enfim, não podiam escolher o seu próprio destino.
Sofriam discriminação, pois eram consideradas pessoas frágeis e que eram forçadas basicamente a cuidar de seus maridos, seus filhos e de suas casas.
Um exemplo de discriminação foi em Atenas, as mulheres, consideradas menores de idade, eram sempre posse de alguém: do pai, quando solteiras; do marido, ao se casarem; dos filhos ou de um tutor, se ficavam viúvas. Tinha nas casas um lugar exclusivo, onde passavam o tempo a ficar ou a tecer.
Na época o homem é mandava em sua mulher, o machismo prevalecia com muita força. Por exemplo: em 1967, durante a ditadura militar, uma revista foi censurada pelo motivo de trazer informações sobre a mulher e seu modo de trabalho, do casamento, de sua saúde e da importância de sua existência.
Atualmente as mulheres já conquistaram os seus espaços na sociedade, e já mostram a sua competência em várias áreas de trabalho, porém, é comum encontrar mulheres que mesmo tendo a mesma profissão que o homem ainda ganham salários inferiores a eles.
A mulher conseguiu mostrar a sua força e competência como em áreas da economia e da política, por exemplo, a primeira presidenta mulher do Brasil, Dilma Rousseff, que foi eleita no dia 1 de janeiro de 2011 e que está dando grande ajuda e lucros para o pais.

Referências:
Brasil Escola

A mulher da Idade Média.

A MULHER: Parte 1 de 3.



Ao falar sobre o papel da mulher no passado, temos em nossa mente uma mulher submissa e sem direito algum.
Mas se observarmos atentamente veremos que no começo da Idade Média a mulher era colocada em muitas situações sendo superior aos homens. Em muitas culturas, a mulher era vista como um ser especialmente capaz de realizar certos encantamentos e receber favor de Deus. Sob o olhar do próprio Cristianismo primitivo, vemos que Jesus Cristo valorizava a participação feminina em importantes eventos e que seu lugar não poderia ser desconsiderado.
Durante a propagação do Cristianismo, o poder das mulheres foi combatido por homens que queria igualdade. Segundo eles, no geral, a suposta superioridade feminina era vista como uma falsidade que ia contra a ação de Deus.
Na medida em que o celibato (uma pessoa que se mantém solteira) se tornou uma das exigências mais importantes da Igreja, notamos que a desvalorização da mulher se põe como estratégia de manutenção a igreja. Eva, vista como a grande responsável pelo pecado original, é uma das causas que aproximavam a mulher do pecado segundo a igreja. Do mesmo modo, era a mulher que pediu a cabeça de São João Batista e que descobriu o segredo de Sansão e o entregou para a sua humilhante morte.
Já na Baixa Idade Média, vemos que esse processo de degradação da mulher se transformava com a visão da Virgem Maria como um meio de renovação. Enfrentando diversos desafios, essa mulher determinava a constituição de outro olhar sobre o sexo feminino. 
Sendo uma época tão extensa, não teríamos condições próprias de abordar todas as possibilidades de construção da imagem feminina nesse tempo. Por meio dessa breve consideração, percebemos que as mulheres assumiram papéis que ultrapassavam os antigos preconceitos ainda reservados aos tabus medievais. Sem dúvida, as mulheres medievais são muitas, variadas e dinâmicas, como as manifestações do tempo em que viveram.



Referencia:
Spectrum Gothic